Quem sou eu

Minha foto
Sou uma pessoa amante das artes. Gosto de pessoas e principalmente de trocar idéias com as mesmas. Sou desinquieta. Estou sempre querendo a aprender e apreender coisas novas. Amo á arte de um modo geral.A música para mim é algo calmante embora eu seja bastante eclética. Gosto de dançar principalmente se estiver bem acompanhada. Amo a vida minha família,amo meu neto e meus animais de estimação embora o que possuo aqui em casa seja postiço pois é da minha filha. Tive Lulu uma coller que viveu conosco 16 anos. Que saudade de Lulu! Em fim assim sou eu.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Caminho para a felicidade

A este quadro dei o nome de caminho para a felicidade porque vejo que hoje a natureza esta tão agredida em sua escência e acho bonito ver que alguma pessoas preservam a natureza ou pelo menos tentam preserva-la.
É o dever de todo cidadão de bem preservar a natureza,cuida-lá protege la bem como usar recursos nela obtidos. fiz esse quadro pensando nisso.
Esse quadro foi feito em cima de um compensado revestido por papel crepom com a técnica em textura sua metragem é de 1.30 por 1.00m e foram utilizados tintas a óleo nas cores
Verde vicie,verde inglês amarelo ocre amarelo indiano,branco de titânio,terra siena queimado,Sépia,preto,azul cerúlio,magenta,rosa,azul da prucia.
Para o acabamento usei verniz acrílico.
Cabe salientar que este quadro eu presentiei uma amiga chamada Vania.(Presente de casamento.)



A arte de ser feliz


Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles

Nenhum comentário:

Postar um comentário